a realidade me come viva por dentro
prendo entre os dentes essa lisura de aço que
rasga minha boca apresentando todos os meus defeitos
todas as minhas amplitudes
como um soco na boca do estômago, às três horas da tarde,
a gente nunca sabe a que horas virá
a gente nunca sabe quando a platéia deixará de aplaudir
aquele ato encenado mil vezes,
a custa de muito choro e sorriso
na cara daqueles que encenam